Usar corretamente as técnicas de mobilização é uma das formas mais eficazes de reduzir o risco de lesão no desporto. Bem executado, o trabalho de mobilidade restaura uma amplitude articular utilizável e o percurso de trabalho que cada movimento realmente necessita. Além disso, liberta tensões musculares que, de outro modo, limitam o que um músculo pode produzir. Este artigo revê as principais técnicas de mobilização, como se executam e o que ganha uma instalação ao reservar-lhes um espaço.
O que significa mobilidade
A mobilidade ganhou muito terreno nos últimos anos e o termo usa-se com ligeireza. Em termos de treino, refere-se à amplitude de movimento disponível numa articulação. O trabalho de mobilidade atua sobre essa amplitude: ao incidir em diferentes tecidos e estruturas, o objetivo é aumentar o percurso disponível na própria articulação. Não é o mesmo que a flexibilidade passiva. Uma amplitude que se ganha mas nunca se carrega não se mantém, e por isso a mobilização pertence ao interior da sessão e não a um momento separado.
Que material se utiliza?
Os acessórios de mobilização incluem:
- rolo de espuma
- bolas de lacrosse
- bolas duplas ou de amendoim
- bandas de floss
- elásticos power band
Nenhum ocupa muito espaço e todos são consumíveis num ambiente comercial. A questão prática para um gestor não é o custo dos acessórios, mas onde se espera que os sócios os utilizem: é uma decisão de pavimento e de zonamento.
O que mobilizar e quando
O trabalho de mobilidade serve, sobretudo, para aprofundar a amplitude de movimento. Para que o sistema nervoso assimile uma amplitude nova, essa amplitude tem de ser utilizada no treino. Por isso, a mobilização situa-se melhor antes da sessão principal, durante o aquecimento.
Cada técnica precisa de tempo para funcionar. Entre dois e três minutos sobre uma determinada estrutura é uma referência razoável. O benefício é direto: maior amplitude de movimento e capacidade de executar os exercícios de força num percurso mais amplo. Trabalhe sobre as estruturas que realmente o impedem de se mover por completo, não sobre as que forem mais confortáveis.
As principais técnicas de mobilização
A técnica adequada depende do que está a limitar o movimento. A rigidez tem origem em três áreas:
- Mecânica articular. Os ossos não estão bem posicionados na articulação, por exemplo o úmero deslocado para a frente no ombro.
- Superfícies de deslizamento. As relações entre tecidos: pele, músculo, fáscia, tendão. Devem interagir sem problemas, mover-se livremente e deslizar umas sobre as outras.
- Dinâmica muscular. O comprimento e a elasticidade do próprio tecido.
Depois de identificada a causa da limitação, escolhe-se a ferramenta adequada.
- Posicionamento articular com elástico. Quando o problema é a mecânica articular, um power band é útil. O elástico enrola-se em torno da articulação trabalhada, por exemplo o ombro, o que permite colocá-la numa posição melhor. Com a articulação já posicionada, podem adicionar-se movimentos de rotação para deslocar a cápsula articular; isto aplica-se sobretudo ao ombro e à anca. Os elásticos também podem ser enrolados no tornozelo ou no pulso.
- Distração articular. Criar espaço na articulação descomprime superfícies articulares apertadas. O elástico é ancorado e traciona a articulação enquanto o segmento percorre a sua amplitude.
- Compressão com rolo ou bola. É, de longe, a forma mais difundida de trabalho de mobilidade. Rolo e bola libertam estruturas tensas, em particular os pontos habitualmente chamados pontos-gatilho.
- Contrair e relaxar. O músculo é levado ao final do seu percurso e aí é tensionado e relaxado alternadamente, a cada cinco a dez segundos. É uma das vias mais fiáveis para ganhar amplitude.
- Compressão com bandas de floss. A banda enrola-se com firmeza em torno da articulação ou do músculo a mobilizar, move-se a zona pela sua amplitude e, depois, liberta-se a banda.
O que traz o trabalho de mobilidade
Uma rotina de mobilidade bem planeada só traz vantagens:
- aumenta a amplitude de movimento disponível nas articulações
- acelera a recuperação depois do treino
- reduz a dor articular e muscular
- permite voltar mais cedo ao treino depois de uma pausa ou de uma lesão
Vale a pena incorporar a mobilidade de forma permanente no plano de treino. Aumenta o progresso na sala de musculação e permite que cada exercício liberte todo o seu potencial. Fazer rolo antes da sessão é, além disso, eficiente em termos de tempo: bem feito, aquece o corpo e traz o benefício de mobilidade ao mesmo tempo.
O que implica para a sua instalação
O trabalho de mobilidade precisa de uma zona própria, por pequena que seja. Basta um canto tranquilo com tapetes, uma parede livre para o trabalho com elásticos e armazenamento para rolos e bolas, e assim mantém-se este trabalho fora das plataformas de levantamento, onde atrasa todos os outros. Os sócios usarão o espaço se ele existir e irão saltar este trabalho por completo se não existir.
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Perguntas frequentes
O que é exatamente a mobilidade?
A amplitude de movimento disponível numa articulação. O treino de mobilidade atua sobre os tecidos e estruturas que a rodeiam para ampliar essa amplitude, e distingue-se do alongamento passivo porque a amplitude ganha é depois carregada.
Que material é necessário?
Um rolo de espuma, bolas de lacrosse, bolas duplas, bandas de floss e elásticos power band. Este conjunto cobre as principais técnicas e ocupa muito pouco espaço de armazenamento.
Quando convém fazer mobilidade?
De preferência antes da sessão principal, durante o aquecimento, para que a nova amplitude seja utilizada sob carga de imediato. Reserve entre dois e três minutos por estrutura trabalhada.
Quanto espaço precisa uma zona de mobilidade?
Menos do que normalmente se pensa. Tapetes, uma parede livre e um móvel de armazenamento bastam para dois ou três sócios em simultâneo.
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