Há destinos que chamam. As Filipinas, com mais de 7000 ilhas e uma biodiversidade submarina difícil de exagerar, são um deles. Se há tempo que pensa em aprender a mergulhar, ou em levar finalmente o seu livro de mergulhos a um sítio que o mereça, a French Touch Diving é um centro de mergulho de gestão francesa situado em Panglao, em Bohol, e existe precisamente para isso. A água está morna, a visibilidade é generosa e a vida marinha aparece sem necessidade de reserva prévia.
Descubra o clube de mergulho francês nas Filipinas
O que significa realmente a experiência French Touch
A qualidade da formação é o ponto em que este centro não cede. Quer entre na água pela primeira vez, quer prepare o seu centésimo mergulho, o ensino é levado a sério. Isso não significa uma sala de aula aborrecida. Os instrutores são apaixonados antes de serem professores: obcecados pelo oceano, especialistas em recife, gente capaz de interromper um briefing para apontar um tubarão-baleia que passa ao longe.
O programa cobre toda a escala, desde o batismo de mergulho e a certificação de iniciação até à formação de nível profissional para quem quiser ensinar. Traga barbatanas, máscara e vontade de aventura; do resto encarregam-se eles. O que se acaba por encontrar não é tanto um centro de mergulho como uma pequena comunidade unida pelo mesmo entusiasmo.
Mergulhar no santuário marinho de Bohol
Mergulhar em Bohol é como abrir um livro pop-up gigante de vida marinha, só que aqui o efeito tridimensional não precisa de óculos. É um santuário marinho protegido, e a diferença que a proteção faz vê-se de imediato: peixes de escamas irisadas sobre coral vivo e encontros que transformam a paragem de segurança numa interrupção incómoda.
Conte com tartarugas sem qualquer pressa, que seriam excelentes guias se não estivessem tão entregues a não fazer nada. Conte com peixes-palhaço a comportarem-se como adolescentes numa sexta-feira à noite e com estrelas-do-mar tão serenas que nem levantam um braço para cumprimentar. Os pontos de Balicasag e Pamilacan são os grandes nomes do cartaz, do tipo de mergulho que ninguém quer que acabe. E se um cardume de sardinhas olhar para si sem o ver, não leve a mal: provavelmente são só tímidas.
A conservação não é aqui um argumento de marketing
Um centro de mergulho vive do recife a que leva os seus clientes, e este comporta-se em conformidade. Proteger o local vem em primeiro lugar, e ensinar práticas responsáveis acompanha isso, para que a próxima geração de mergulhadores continue a encontrar uma tartaruga adulta em vez de ler sobre ela.
Os hóspedes são ainda convidados a ecotours que saem um pouco do itinerário habitual. Se alguma vez quis ser um Aquaman com consciência ambiental, é aqui. Pede-se pouco a umas férias e a diferença para o recife é mensurável.
Para além do mergulho: o resto da viagem
Nem tudo acontece debaixo de água, por mais que a equipa gostasse que assim fosse. Os alojamentos são escolhidos pelas suas credenciais ambientais, suficientemente perto do mar para que a ondulação faça o trabalho de uma máquina de ruído branco.
À superfície está Panglao e a cultura local da ilha, onde algumas palavras em bisaya o levarão mais longe do que imagina. Acrescente rotas até cascatas, passeios de scooter para desentorpecer as pernas depois de um dia de mergulhos e uma sessão de ioga ao entardecer para quem traga um yogui por dentro. Entre os mergulhos e os dias em terra, volta-se para casa com um bronzeado bem distribuído.
Com quem vai mergulhar
Os mergulhadores que repetem são o melhor argumento do sítio. Os testemunhos leem-se como os de um fã perante a estreia de uma nova temporada: olhos brilhantes, sorriso largo e incapacidade de falar de outra coisa durante quinze dias.
O que se encontra aqui não é uma lista de clientes. É um grupo de pessoas que partilham bem mais do que o ar de uma garrafa, que preferem as bolhas na água às do champanhe e que querem mesmo que veja o que elas viram. Aspirantes a Aquaman, sereias românticas, defensores convictos dos peixes e caçadores de adrenalina encaixam-se todos por igual. Até quem acha que coral é só um tom de rosa é bem-vindo: costuma sair de lá corrigido.
Perguntas frequentes
É preciso ter certificação para mergulhar ali?
Não. O centro organiza batismos de mergulho e também cursos completos de certificação, por isso é possível começar do zero e voltar com um diploma.
Onde fica exatamente o centro?
Em Panglao, em Bohol, com os pontos de Balicasag e Pamilacan ao alcance.
O que fazer nos dias sem mergulho?
Rotas até cascatas, passeios de scooter pela ilha, cultura local em Panglao e ioga ao entardecer para os dias em que se quer ficar em seco.
Como se reserva?
Contactando diretamente a equipa da French Touch Diving através do seu site. Depois só falta fazer a mala.
Pronto para entrar na água
Troque a roupa de terra firme por um fato, umas barbatanas e uma máscara. Escreva à equipa, reserve a viagem e vá recolher as bolhas, os peixes de cores impossíveis e as recordações. O azul profundo não vai mudar de sítio, mas a época sim.



